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Área em estudo para identificação como Terra Indígena pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) seguindo a Constituição Federal no Artigo 231 e o Decreto Presidencial 1.775/96 será transformada em Unidade de Conservação por grupo chileno de exploração de áreas com irrigação para plantio de eucalípto.

O Povo Indígena Guarani espera há meses o término do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação da Terra Indígena Ponta da Formiga. Os  Guarani foram expropriados de suas áreas tradicionais ao longo dos 500 anos de história do Brasil, e hoje vivem em beiras de estradas como a BR 116 esperando a demarcação do que restou de suas áreas tradicionais que ainda não são cidades, rodovias, fazendas, nem Unidades de Conservação.

Em Barra do Ribeiro, RS, a Ponta da Formiga é estudada pelo Grupo Técnico para realizar estudos necessários à identificação e delimitação da Terra Indígena Ponta da Formiga, nomeado pela Portaria da FUNAI No 874, de 31 de julho de 2008.

Esta área contém vários sítios arqueológicos e ocupações dos séculos XVI e XVII pelo povo Guarani que agora busca reocupá-la tradicionalmente, seguindo a CF 231. A mesma área foi devastada pela plantação de eucalípto pela empresa Aracruz Celulose, que sofreu ataque de membros do Movimento anti monocultura em 2006 que denunciaram os malefíceos do eucalípto. A Aracruz vendeu a empresa de Barra do Ribeiro para o Grupo Votorantim que o revendeu para a empresa chilena CPMC (Compañía Manufacturera de Papeles y Cartones). Esta é uma fusão das empresas produtoras de papel Ebbinghaus, Haensel & Cia., e a Comunidad Fábrica de Cartón Maipú.

Dos 10,6 mil hectares da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, 2,4 mil hectares de vegetação nativa serão transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pela governadora Yeda Crusius, a pedido da empresa chilena. Nos demais 8,2 mil hectares, ao que tudo indica, continuará a plantação de eucalípto sem nenhum interesse de recomposição da mata nativa.

O interesse dos Guarani, sempre declarado em reuniões sobre as demarcações das áreas no RS, é de preservação da pouca Mata Atlântica que resta no estado, e junto de parceiros como FUNAI e CMBio, SEMA, ONGs e Universidades, repovoar as área degradadas que forem demrcadas com plantas nativas há milênios cultivadas por este povo.

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Correio do Povo

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&Numero=166&Caderno=0&Noticia=111772

Dos 10,6 mil hectares da Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, 2,4 mil hectares de vegetação nativa serão transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) pela Celulose Riograndense, atual proprietária. A área ficou conhecida dos gaúchos em 8 de março de 2006, quando 2 mil camponeses ligados à Via Campesina invadiram e destruíram o horto florestal que, na época, pertencia à Aracruz Celulose. Quatro anos depois, o espaço poderá ser utilizado pela população, de forma controlada, já que o plano de manejo indicará atividades de educação ambiental, visitação pública, ecoturismo e recreação, além de prioridades de pesquisa e reintrodução de espécies de animais e plantas.

Segundo o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lidio Nunes, com a RPPN, serão intensificados estudos do bioma. “É uma área emblemática, pois é uma ponta da Mata Atlântica que entra no rio Guaíba e na lagoa dos Patos.” Na reserva, estão o Morro da Formiga, dunas e matas. Além da conservação, outra importância destacada por Nunes é o exemplo para que outras empresas façam o mesmo.

A Celulose Riograndense possui 78 mil hectares de áreas de preservação e, conforme Nunes, a empresa estuda transformar outros locais em RPPN. “Nem todas são um bioma interessante como a Barba Negra.” Estão em avaliação extensões no Pampa e butiazais.

Além das áreas de preservação, a Celulose Riograndense possui 126 mil hectares plantados. Para 2010, está mantido o plano de expandir a área comercial em 13 mil hectares. As mudas já estão prontas e o trabalho deve começar nos próximos dias, em terras da companhia. No entanto, Nunes não descarta a possibilidade de avaliar parcerias.

A Barba Negra será a primeira RPPN instituída por uma empresa no Rio Grande do Sul após decreto do governo estadual que regulamenta este tipo de área. A cerimônia de assinatura do termo de compromisso será amanhã, na Fazenda Barba Negra, e deve contar com a presença da governadora Yeda Crusius.

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