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A prisão dos presidentes das duas maiores construtoras do Brasil, Otávio Azevedo e Marcelo Odebrecht, se impõe como ato a presumir ser o penúltimo capítulo de uma Grande Operação, cujo objetivo que se desenha é chegar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por conseguinte, ao desmantelamento do Governo Dilma deixando a Economia brasileira aos frangalhos para permitir, ato continuo, a entrada definitiva de grandes estruturas internacionais visando comandar os principais setores de nossa economia, a exemplo da Construção Civil, Petróleo e Gás.

Impressiona, contudo, a visível estratégia de criminalizar o PT e seu mais forte líder político, Lula, ignorando por completo as citações e envolvimento de lideranças do PSDB, PMDB, PP, etc e, ainda assim, fulminando a tese dos empreiteiros de que as doações feitas aos partidos tinham amparo legal, logo tal procedimento a envolver a maioria das legendas, passou a ser tratado como ilicitude transformando doação de campanha em propina, que é outro aspecto inteiramente distante da formalidade de ato previsto em lei.

JUSTIÇA PLENA, MAS OBSERVANDO PRINCIPIOS LEGAIS

A existência de propina no contexto das relações entre partidos e grandes estruturas do tamanho Petrobrás certamente que está tendo seu combate à altura, entretanto, em nome de uma imperiosa e necessária ação de estancamento dos desvios de recursos públicos, nenhuma instância de Poder investigatório ou judicante pode extrapolar a Lei, os princípios básicos do Direito.

Pior é que, em meio aos fatos sequenciados, as demais instâncias passaram a conviver com tudo sem manifestação proporcional à urgência de se reparar excessos cometidos, inclusive no decorrer da Lava Jato, porque não vivemos período de exceção no Brasil para que tudo ocorra sem reação legal no sentido de corrigir as anomalias como, por exemplo, manter em regime fechado por tempo indeterminado figuras do processo extrapolando os limites da ação judicial.

PARECE FILME, MAS A AÇÃO TEM ESPECTRO INTERNACIONAL

Um País da dimensão Continental do Brasil certamente não passaria mais a viver incólume diante da cobiça e do interesse do Capital internacional pela força econômica que a Nação brasileira constituiu na correlação com demais grandes Países, sobretudo, depois que sua Economia desbancou o Reino Unido e, geopoliticamente, passou a ser o principal Líder das Américas do Sul e Central com – eis a questão central – viés ideológico contrário aos interesses do mundo Neo-Liberal, cujo objetivo é o lucro a qualquer preço.

O desmantelamento produzido pela Lava Jato na conjuntura nacional desmontando com graves repercussões a Indústria da Construção Civil em setores básicos da economia brasileira tomada de grandes obras é a contribuição nefasta e sequencial de que as “Grandes Estruturas” internacionais precisavam ter para financiar brasileiros na derrocada do projeto de Poder do Partido dos Trabalhadores.

Neste contexto, para êxito concreto na direção do futuro a macro – operação vigente,  soube de forma continuada infiltrar-se na Justiça, no Ministério Público e na Policia Federal chancelada pelos grandes veículos de comunicação construindo assim “ambiente favorável” ao desmantelamento da imagem do PT na relação com a sociedade e, nesse particular, precisando enfraquecer o Governo Dilma na convivencia política do Congresso Nacional com objetivo máximo de  aniquilar a possibilidade de voltar ao Poder de Luis Inácio Lula da Silva em 2018, em face dele admitir ser candidato.

SEM MENSURAR A GRAVIDADE E EFEITOS

A “super estrutura” bancada pelo Capital internacional pouco tem se lixado para a gravidade dos efeitos econômicos e sociais ao aniquilar grandes estruturas empresariais brasileiras, competitivas ao longo dos anos no mercado internacional, a exemplo da Odebrecht e Andrade Gutierez, assim como todas as demais citadas na Lava Jato – as mesmas empresas que sempre contribuíram financeiramente com os principais partidos políticos – leia-se PT, PSDB, PMDB, etc – embora o foco seja apenas o PT.

Mais incrível e absurdo enquanto processo é atestar que a “mega operação” não mensura  o grau de efeitos de uma possível crise social a ser produzida numa hipótese cada vez mais crível do juiz Sergio Moro de querer chegar à prisão de Lula.

É grave o momento, por isso mesmo enquanto há tempo, se faz indispensável que as instituições mais representativas do Brasil acordem para o sério desdobramento e excessos cometidos com o firme propósito de tirar o PT da convivência político-partidária adotando como premissa a criminalização de seus lideres.

A questão, por fim, não é salvar o PT ou a Esquerda, mais afetada em todo contexto mas, sobretudo, assegurar a normalidade na Democracia jovem do País e seus ganhos reais registrados nos últimos tempos porque o Brasil não comporta mais retrocesso, embora este seja o alvo da Elite brasileira.

Depois de Joaquim Barbosa eis o papel do Sérgio Mouro. E tudo vai ficar assim?

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