“A Educação Precisa de Respostas”, mas qual mesmo é a pergunta?

Hoje se inicia mais um ano letivo no Estado de Santa Catarina. As questões que envolvem a educação básica continuam a trazer mal estar e insegurança para as comunidades que necessitam utilizar a rede pública de ensino. As estruturas das escolas estão cada vez piores, os salários dos professores são desanimadores, o material didático é escasso e de baixa qualidade, o serviço de alimentação e limpeza das escolas são precários. Em fim, uma situação que já perdura há décadas. No entanto, nada ou pouco foi feito para mudar essa realidade. Nos últimos dois anos de 2011 e 2012 os professores da rede Estadual catarinense empreenderam greves exigindo plano de carreira e o piso salarial anunciado pela federação. Porém, as greves reivindicavam também a melhoria das estruturas escolares, o fim da terceirização da merenda escolar, o destino correto do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) disponibilizado pela União aos Estados. Neste ponto, é importante colocar que o recurso estava sendo utilizado pelo estado catarinense de forma incorreta, ou seja, o recurso ao invés de chegar às escolas e promover a valorização dos profissionais da educação estava sendo usado para pagar outras contas do governo do Estado.

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